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Terça-Feira, 6 De Dezembro : Basílio de Selêucia

Observemos Cristo, o nosso Pastor; consideremos o seu amor pelos homens e o seu enlevo em conduzi-los a verdes prados (cf Sl 23,2). Tanto Se alegra com as ovelhas que O rodeiam como procura as que se tresmalharam. Os montes e os bosques não são obstáculo: Ele percorre vales tenebrosos (cf Sl 23,4) até achar a ovelha perdida; encontrando-a doente, em vez de a deixar, cuida dela e, tomando-a aos ombros, cura com a sua fadiga a ovelha fatigada. Esta fadiga enche-O de alegria, porque encontrou a ovelha perdida, e só isso O alivia do esforço: «Qual de vós, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?» (Lc 15,4). A perda de uma só ovelha vem perturbar a alegria do rebanho reunido, mas a alegria do reencontro afugenta por completo a tristeza: «Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a ovelha perdida"» (Lc 15,5-6). Era por isso que Cristo, que é este Pastor, dizia: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10,11); «procurarei a [ovelha] que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente» (Ez 34,16).